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Aquela altura do mês em que sou possuída pelas hormonas (que me obrigam a comer chocolate!)

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Eu e as minhas hormonas temos uma relação de amor-ódio. Normalmente, sou uma pessoa ponderada, tranquila, positiva e sempre com um sorriso. Mas quando o dia M está para chegar, elas acham-se no direito de apoderarem-se da minha pessoa e fazer de mim o que querem. E sabem o que é que elas normalmente querem? Que eu passe no corredor dos chocolates e dos gelados e que os ataque desenfreadamente no sofá em frente a uma série ou filme que me obrigue a gastar um pacote de lenços.

Eu tenho longas conversas com elas e digo-lhes “Este mês não vão fazer isso que eu não deixo. Já vi todas as temporadas da Anatomia de Grey e estou farta de chorar sempre que o McSteamy e McDreamy morrem. Recuso-me a deliciar-me com um pint de B&J até o meu cérebro ficar congelado (o que normalmente acontece a meio, mas continuo até à última colherada!)”. E sabem o que elas me respondem? “Come lá mais um quadradinho de chocolate e cala-te!”. Não há direito!

Para além disto, (que por si só já acho um abuso, não acham?), ainda têm a lata de, uma semana antes do dia M, me baterem à porta e levarem-me a ter comportamentos quase que bipolares. Juro que nessas alturas até aos meus olhos sou insuportável, mas a culpa não é minha! Fui possuída pelas hormonas!

E reparem que eu digo que fui possuída pelas hormonas, porque é impossível elas serem as MINHAS hormonas! Dou por mim a imaginá-las como os vírus de “Era uma vez o corpo humano” que se passeavam à vontade por todo o lado sem ninguém os conseguir parar. Mas eu quero pará-las, antes que se espalhem por todas as células do meu corpo e me dominem como a um fantoche. Por isso, não podem ser minhas!

Confesso que as acho um bocado inconvenientes e chatas porque destroem metade do meu mês. Anda uma pessoa a ser tão cuidadosa com a sua alimentação para depois elas chegarem e fazerem de mim gato-sapato. Escusado será dizer que me recuso a ir à balança nestes dias! Eu já sinto os efeitos quando aperto as calças, para quê constatar o óbvio?! E depois, como se nada fosse, deixam-me feliz e contente no resto do tempo a recuperar os estragos que fizeram. Amor-ódio e está tudo dito!

Mas não pensem que eu cruzo os braços. Recuso-me a ceder, a ficar entupida em açúcar, neurótica e apática: corro, faço meditação, conto até 10 antes de responder a uma simples pergunta e rio sozinha frente ao espelho (não sou maluca, há mesmo estudos que dizem que é terapêutico!).

Como é que alguém pode ser responsável por comer quilos de doces em alturas como estas? Como é que alguém pode ser responsável por grunhir sempre que falam connosco? E como é que alguém pode ser responsável por ser tão trapalhona desde partir pratos a estacionar o carro?

É tentador deixar-me levar por elas e as hormonas podem ter ganho algumas batalhas mas ainda não ganharam a guerra!

T.

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