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Também quero ser uma Masterchef!!

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Os programas de culinária estão na moda. Masterchef, Gordon Ramsay, filha do Gordon Ramsay, Combinações Improváveis do Avillez, No Reservations do Anthony Bordain, Prato do Dia com a Filipa Gomes, Top Chef, eu sei lá! Parece que em todos os canais se fala de comida. E sendo o povo português viciado em falar de comida (e em comer), devoramos toda essa programação! São pratos atrás de pratos com um aspeto de babar por mais… tenho de ver estes programas de barriga cheia, senão fico com fome e depois dá estrago!

Pessoalmente, adoro o Masterchef Austrália. Deito-me sempre 40 minutos mais tarde do que o que tinha pensado (e prometido a mim mesma), para ver o segundo episódio, que poderia ver no dia seguinte. Mas não consigo evitar! E o mais ridículo disto tudo é que acho sempre que poderei fazer algumas daquelas receitas ou técnicas.

“Ganache de chocolate? Ai que bom aspeto!! Deve ser fácil! Deixa lá ver” e lá vou eu em busca de mais uma receita que depois acabo por não fazer. “Guiozas?? Adoro! Não parece difícil…” e mais uma vez, nunca faço! Estou sempre a sonhar com estas receitas feitas na minha cozinha de forma perfeita e maravilhosa. E na verdade, até já fiz algumas experiências…

Experiência 1 – Massas frescas

Não era difícil, poucos ingredientes e fáceis de arranjar, “bora” lá! Ovos, farinha e amassar…a meio deste processo já tinha farinha além do espaço que tinha pensado usar. Pausa para libertar e limpar mais bancada, após conseguir libertar e limpar as minhas mãos cheias de massa que não sai! Voltar a amassar até achar que está bem e vou buscar a máquina. Quando vou buscar a máquina apercebo-me que já tenho farinha no chão à volta da bancada – “Não faz mal, limpa-se depois!”. Montar a máquina, passar a massa, … Nisto, já estou há 1h a fazer massas frescas (eles fazem isto em 20 ou 30 minutos como?!). Mas vai valer a pena! Após tanto amassar, passar a massa, estender num tabuleiro (e ficar pegada…), cozer… não saiu nada do que esperava! Ao que parece fui um daqueles casos tipo Pressure Test, em que a massa sai mal, mas os concorrentes até costumam aperceber-se. Eu não… Enfim…

Experiência 2 – Caldo Tailandês

Tudo começou (e começa sempre) com um “deve ser bom!!”. Aqui o desafio eram os ingredientes: pasta de caril verde?? Cebolinho verde?? Lemongrass?? Molho de peixe?? Sementes de coentros?? E a dúvida final de “onde vou arranjar isto?”. Começo toda uma busca online em busca dos ingredientes misteriosos. Descubro onde comprar, faço-o e arrependo-me. Caldo Tailandês não… Caldo da minha carteira! No final de todas as compras, gasto um balúrdio e já não preciso do picante, porque já estou a ferver! O caldo em si é realmente simples e bom. Mas caro que dói!

Experiência 3 – Risotto de cogumelos e frango

Este é um clássico, não é? Para quem vê os mesmos programas que eu, sabe que foi arriscado da minha parte tentar isto. Mas na verdade até correu bem! Esperavam mais uma aventura, não era? Mas não. É um prato difícil de apanhar o ponto em que devemos desligar e tirar do fogão, mas lá dei com o jeito e não acabei com uma açorda de arroz, cogumelos e frango.

É certo que já aprendi alguns truques, como o de deixar de cozinhar carne até ficar seca (como é habitual no nosso país) ou fazer um bom molho de tomate, mas pouco mais além desse ponto. Na verdade, estes programas fazem-me sonhar e pensar que também eu um dia poderei fazer, sei lá, um Croquembuche com uma mão atrás das costas. E porquê deixar de sonhar? Desde que a minha cozinha, paciência e carteira não sofram com isso, estou à vontade!

C.

 

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