Selective focus of dumbell in the gym

A estreia no ginásio

Quando era criança, sempre que me perguntavam o que queria ser quando fosse grande, eu respondia facilmente: ser reformada! Quando cresci, percebi que na verdade não era bem isso. Tenho ambições e gosto de trabalhar, desde que seja algo que não exija muito esforço físico, ou seja, sou preguiçosa.

Como boa preguiçosa que sou, sempre detestei exercício físico. Hoje em dia sou uma pessoa ativa e frequentadora regular de ginásio. Mas demorei a chegar a este ponto. A minha escola primária tinha imensas atividades: fiz karaté, golfe, … e até estive vários anos inscrita na natação. Ao iniciar o 2º ciclo, fiz uma enorme fita, cansando os meus pais até finalmente os convencer a deixar-me desistir da natação. Desde essa altura e até terminar a faculdade, nada fiz além da aula de educação física obrigatória (na qual o meu empenho era mínimo). Resumindo e concluindo, o meu nível de preguiça foi crescendo com a idade e o sedentarismo tornou-se parte de mim. Isso e alguns quilos extra, claro…

Terminada a faculdade e após me ter iniciado no mercado de trabalho, a conta bancária ganhou algum ânimo e decidi inscrever-me no ginásio. Finalmente ia tratar com mais facilidade dos quilos a mais que tinha. Fiz a minha pesquisa de ginásios da zona, escolhi aquele que ficava mais perto e resolvi ligar a perguntar como tudo se processava: “Pode vir quando quiser. Até pode trazer equipamento e assim, além de conhecer as instalações, faz já um treino experimental.” Perfeito! Vamos a isso!

Aqui surgiu uma grande questão: o que vou vestir?! Como nunca tinha sido praticante de ginásio, não fazia ideia de qual o dress code. Habitualmente só se vêem mulheres com leggins desportivas justas e mini tops, o que para mim estava completamente fora de questão! Só tinha em casa calças de fato treino casuais e t-shirts normalíssimas. Pensei “vai ter de servir!”, calcei uns ténis antigos de desporto (totalmente démodé) e lá fui eu!

Chegada ao ginásio, entro meio a medo à espera de ver PT’s e professores musculados, máquinas por todo o lado e um monte de gente totalmente fit em cima delas. Por acaso, tal visão não se concretizou. Isso aconteceu mais tarde e fica para outra Garfada. Dirijo-me à receção, informo que tinha ligado e vinha conhecer o espaço. Atenciosamente, sou acolhida por uma professora que me mostra as instalações. Chegadas à sala de treino, indica-me as máquinas: “temos as passadeiras, as elípticas, as bicicletas, pronto o habitual, de certeza que conhece”, ao que eu respondo com um tímido “pois, pois” que na verdade significa “não faço a mínima ideia!”. O ginásio era acolhedor e colorido, até dava vontade de começar já a treinar.

“Vem experimentar uma aula?” “Claro que sim.” Ela encaminha-me para uma aula de Localizada prestes iniciar-se e diz-me “como é a primeira vez, não exagere.” Lá fui eu, com a minha fatiota nada fashion e os meus ténis retro (digamos assim) buscar o colchão, o step, os pesos (“hum.. 1kg deve dar… se calhar até é pouco… bem, já se vê”) e aguardo o início da aula com entusiamo e energia! A aula começa, aquecimento… tudo ok. Ritmo, música, step acima, step abaixo, agachamento, …. 30 segundos depois, estava mais que aquecida.

Nisto, inicia-se a aula em si… e comecei a notar que tinha trazido o entusiamo, mas deixado a massa muscular em casa. Os primeiros 3 ou 4 agachamentos realizei 90º como manda a regra. Nisto, sai-me um “ai!” e se fiz os restantes a 15º foi uma sorte! Terminam os agachamentos, penso “ainda bem! Não aguentava mais” e, nisto, oiço “Vamos lá turma, LUNGES!!” e recomeça a tortura de pernas, mas uma de cada vez. “Agora vamos abrir mais as pernas e trabalhar os músculo de dentro!” Dentro de mim, solta-se um grito “MAIS PERNAS????” Escusado será dizer que eu já rezava a todos os santinhos pela faixa de abdominais só para me poder sentar.

Acabada essa parte da aula e tendo eu as pernas feitas em papa, começa a faixa de braços. Agarro nos meus pesos de 1kg e começo a duvidar da minha decisão de não ter pegado nos pesos de 0,5kg. Dirijo-me para a prateleira para ir trocar mas… nem 1! “Ai…mau sinal….” Olho à minha volta e noto várias pessoas com esses mesmos pesos e murmuro: “muito mau sinal…” Passado 10 repetições do primeiro exercício já eu tenho os braços desfeitos. E ainda nem tinha feito um único exercício de tríceps. Escusado será dizer que quando chegou essa parte, eu tive uma necessidade enorme de atar ambos os ténis e beber água muito lentamente…a queimar todo o tempo que me fosse possível. No entanto, serviu-me de pouco, pois ainda houve exercícios mais que suficientes para eu sentir músculos no braço que nem sabia que existiam.

Quando foi a pausa para água após as faixas de braços (que eu não usei, pois estava mais que hidratada da faixa de triceps), olho para o relógio e apercebo-me que ainda deviam faltar uns bons 15minutos de aula, no mínimo. Desespero, mas aguento, pois a aula terminou com trabalho de abdominais (finalmente sentar!), que era dos poucos grupos musculares que tinha em estado menos deplorável.

Como tudo o que é mau, também tem um fim, a minha provação terminou num total de 45min. Batemos palmas, cada um dá um high five  à professora e sou novamente interpelada pela professora que me acolheu de início. “Então? Correu bem? Vamos inscrever?” Eu olho para ela, faço o meu melhor sorriso e digo “Pode ser amanhã? Acho que não consigo escrever”.

C.

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Muffins de camarão e vegetais

Esta é mais uma solução para aqueles dias em que não sabe o que fazer para o almoço ou jantar e quer rentabilizar o seu tempo em casa, deixando algo a cozinhar sem necessitar de muita atenção. Saborosos, fáceis e saudáveis, toda a família vai comer e pedir mais. Ainda, pode aproveitar para incluir vários vegetais (até alguns menos apreciados), que os seus filhos irão comer sem reclamar.

Ingredientes (6 muffins)

18 camarões (pode utilizar miolo de camarão)

1 cenoura pequena

4 feijões-verdes

Meia courgette média

2 ovos

1 clara

1 dente de alho

Sal q.b.

Pimenta branca

Salsa e Cebolinho (ou apenas uma erva aromática)

Preparação (35 minutos)

Ligar o forno a 200º. | Descascar e lavar a cenoura. | Picar em pequenos cubos (máximo 1cm por 1cm). | Lavar e picar o feijão-verde num tamanho similar ao da cenoura. | Descascar e lavar a courgette. | No ralador, ralar a courgette (na zona de ralar a cenoura). | Cortar cada camarão em 3 ou 4 partes. | Untar as formas (se necessário) e colocar um pouco de courgette em baixo. | Colocar cenoura, feijão-verde e camarão (o equivalente a 3 camarões por forma). | Colocar o resto da courgette ralada por cima, até cerca de um pouco mais de três quartos da forma ficar coberta. | Colocar numa tigela 2 ovos e 1 clara, o sal, a pimenta, 1 dente de alho esmagado ou picado e a salsa e cebolinho picados. | Bater bem o ovo com os ingredientes, utilizando 1 garfo. | Deitar por cima das formas, não cobrindo totalmente a forma, mas cobrindo os ingredientes. | Levar ao forno aquecido, durante 25minutos ou até ficarem alourados e sem vestígio de ovo cru. | Deixar arrefecer um pouco e desenformar. I Servir com salada e/ou arroz branco.

Valor Nutricional (por porção)

45 kcal | 5g de Proteína | 2g de Gordura Total | 1g de Hidratos de Carbono | 0,6g de Fibra

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Por falar nisso… Sabia que a quinoa teve direito a um Ano Internacional? E não foi por acaso!

As escolhas alimentares são importantes não só pela proteção da saúde mas também pelo impacto que geram a nível mundial.

Foi em 2013 que as Nações Unidas declaram o Ano Internacional da Quinoa devido ao seu elevado valor nutricional e à sua importância na segurança alimentar mundial. A versatilidade da quinoa torna o seu cultivo viável em áreas com pouca água, com grandes variações de temperatura e espera-se que ajude a diminuir a fome mundial para metade. Por isso, todos os dias são bons para relembrar a importância deste cereal para a nutrição e para si.

Tecnicamente, a quinoa é um pseudo-cereal pois é uma semente ingerida da mesma forma que um grão. Existem três tipos de quinoa – branca, vermelha e preta – com imensos benefícios nutricionais.

A quinoa é rica em proteína, contendo todos os aminoácidos essenciais (que tem que obter via alimentar), o que a torna um alimento de alto valor biológico.

É uma excelente opção na Doença Celíaca, pois não contém glúten na sua composição e a sua farinha pode ser utilizada para a confeção de pães e massas.

Protetora de doenças cardiovasculares, devido ao seu teor em ómega 3, não provoca picos de açúcar no sangue devido ao seu baixo índice glicémico e possui elevadas quantidades de flavonoides, anti-oxidantes com possível efeito anti-inflamatório.

Consegue, ainda, ser rica em minerais como o magnésio, o potássio e o ferro. Aliás, contém 4 vezes mais ferro do que a aveia, sendo a que apresenta maior teor deste mineral quando comparada com outros grãos. No entanto, é importante relembrar que a presença dos fitatos na quinoa diminuem a absorção do ferro, devendo conjugar a ingestão de alimentos ricos em vitamina C de forma a aumentá-la.

Consoante a marca da quinoa, pode ser importante ter o cuidado de demolhá-la durante uma a duas horas a fim de eliminar as saponinas que poderão causar irritação no estômago e dar um sabor amargo. Siga as instruções da embalagem para coma a quinoa em segurança.

Contribuir para a sustentabilidade alimentar e nutrir de forma saudável o seu corpo são dois motivos muito fortes para se lembrar de que não foi por acaso que a quinoa teve direito ao seu Ano Internacional.

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Quinoa tricolor com uvas verdes

Este pseudo-cereal é rico em proteína e possui todos os aminoácidos essenciais. Precisa de mais motivos para variar o arroz, a batata e a massa?

Ingredientes (2 pessoas)

60g de quinoa tricolor

1 cacho pequeno de uvas verdes

1 colher de chá de azeite

1 dente de alho

Preparação (20 minutos)

Colocar a quinoa tricolor num tacho com o azeite e o dente de alho. I Colocar água (o dobro da quantidade da quinoa) e envolver. I Cozinhar durante 8 minutos, com o tacho tapado e em lume brando. I Desligar o lume e deixar repousar durante 10 minutos. I Lavar muito bem as uvas verdes. I Servir a quinoa com as uvas. I Excelente acompanhamento para carnes brancas!

Valor Nutricional (por porção)

147 kcal I 4g de Proteína I 4g de Gordura total I 21g de Hidratos de carbono I 2g de Fibra

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Sou dona de um labrador – Episódio 1

É verdade. Sou dona de um labrador preto chamado Marley. Escolho associar o nome ao eterno Bob Marley porque, pensar que o meu cão se chama Marley por causa do filme, é remeter-me para todo um terror de móveis roídos e caixas de lenços de tanto chorar no final.

Cresci sempre rodeada de animais: cães, gatos, coelhos, hamsters, pássaros, cágados e peixes. A minha casa sempre pareceu um verdadeiro jardim zoológico onde havia mais animais do que pessoas. Os animais dominavam o jardim e os sofás, atacavam a comida em cima das bancadas e das mesas, impunham regras de portas fechadas quando decidiam andar à batatada e minavam a nossa roupa de pelos de todas as cores. E assim, pareceu-me normal dar continuidade ao meu amor pelos animais sob a minha responsabilidade enquanto adulta e dona da minha própria casa.

Por esta altura deve estar a perguntar-se “O que é que isso tem a ver com alimentação para estar nesta rúbrica?”. Pois bem, com alimentação tem muito pouco, exceto ser um excelente aspirador de todos os pedacinhos de comida que caem no chão, cozinhada ou não. Mas com um estilo de vida saudável tem e muito.

Quando o Marley foi lá para casa estávamos em pleno Inverno. Eu sabia muito bem que um animal requer tempo e atenção, principalmente tendo 3 meses. Só não estava preparada para o processo de ensinar um cão a fazer as suas necessidades na rua. Esqueci-me de mencionar o pormenor de viver num apartamento! Passados dois dias achei que tinha tido um ataque de loucura ao equacionar que ter um cão num apartamento era boa ideia. Sim, eu era daquelas pessoas que achava um crime ter animais de grande porte em espaços fechados mas nada como passeios e brincadeiras na rua para que eles (e nós) fiquemos com as baterias em baixo.

Bem, mas passados uns tempos com a casa forrada a jornais e muita paciência para o educar consegui que aprendesse que não podia fazer nada dentro de casa. Então, o meu querido canino fazia o que tinha a fazer assim que abria a porta de casa e lá tinha que ir buscar o balde e a esfregona.

À medida que foi crescendo, viver num segundo andar sem elevador tornou-se um verdadeiro exercício físico matinal. Primeiro, ele tinha medo das escadas e levar um labrador ao colo fazia-me exercitar todos os músculos do meu corpo logo pela manhã. Lá ia eu para cima e para baixo com o meu patudo até à rua todos os santos dias, duas vezes ao dia (as outras duas ficavam para o terceiro elemento humano lá de casa). Rapidamente decidi que ele teria que perder o medo das escadas porque 10kg…, 15kg…, 20kg de cão era muito para os meus braços… Se bem que eles estavam a ficar tão tonificados como as minhas pernas. Se isto continuasse e ele chegasse aos 40kg, das duas uma: ou ficava parecida com o Schwarzenegger ou dava cabo da coluna.

Perder o medo das escadas não libertou totalmente o meu exercício diário. Sim, ok, já não tinha que o carregar, mas o balde e a esfregona acompanharam-me durante muito tempo ao longo das escadas até o conceito de fora de casa ser apreendido como literalmente na RUA. Era todo um novo sobe e desce com aqueles olhos de quem não faz mal a uma mosca a impedirem-me de ralhar com ele a sério. Afinal era pequeno, estava a aprender e não tinha culpa de eu estar atrasada, de ter vontade de me descabelar e de pô-lo eternamente de castigo.

Os passeios na rua também começaram a ser um momento de stress e autênticas maratonas. Rua acima, rua abaixo, quarteirões e mais quarteirões, cheira aqui, cheira ali, sempre à espera que sua excelência se despachasse. Por maior que fossem, por mais tempo que ele tivesse para fazer todas as suas necessidades, o Marley decidia fazer exatamente à porta de casa como se estivesse ativamente a contribuir para o meu trabalho cardiovascular. Sobe escada, balde e esfregona, desce escada, limpa, sobe escada. Atrasada, descabelada e passada, mais uma vez.

Para colmatar todas estas peripécias, ele veio, como já referi, no Inverno. Chuva, vento, frio. Nada isso interessa quando temos a obrigação de passear os nossos animais. Dormir até mais tarde no fim-de-semana? Enquanto eles são pequenos são como as crianças que sobem para a nossa cama e pedem para ver os desenhos animados às seis da manhã. Só que neste caso, o desenho animado passei a ser eu ao sair de casa despenteada, com umas calças de fato de treino, uns ténis velhos, um casaco para a chuva, olheiras até ao chão… e lá ia ele todo feliz fazer o seu passeio matinal enquanto eu me arrastava em caminhadas de meia hora e chegava a casa molhada e gelada até aos ossos. O pior é que se eu chegava molhada ele também chegava… e com terra nas patas. Rapidamente as minhas paredes brancas começaram a ficar amarelas. Sim, ele era limpo com toalha, toalhetes XXL, tudo e mais alguma coisa mas o pelo deles não seca assim tão facilmente. Lá dava ao braço nele e nas paredes. Agachamentos para ir buscar um toalhete, esfrega à frente, esfrega atrás, dá a pata. Levanta e mais um toalhete. E onde está ele? Encostado a uma parede que ainda não estava suja. “Anda cá.” Mais um agachamento. “Não te sacudas para cima de mim. E não me lambas a cara, não estamos a brincar. Olha que me começo a rir e equilibrar-me de cócoras obriga a trabalhar os abdominais e ainda é muito cedo para isso.” Desisto, a casa vai ficar suja de qualquer das formas.

E se acha que a ligação entre ter um animal e um estilo de vida saudável fica por aqui, desengane-se. Espere por mais episódios porque ter um labrador (ou qualquer animal) é uma aventura saudável.

T.

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Esparguete com salmão, tomate e salsa

Há dias em que é mesmo preciso fazer uma refeição rápida sem descurar o saudável. 

Ingredientes (2 pessoas)

1 posta grande de salmão (cerca de 200g)

60g de esparguete – preferencialmente integral (utilizar doseador)

2 tomates maduros

Sumo de 1 limão

Salsa seca e fresca q.b.

Pimenta e sal q.b.

Preparação (15 minutos)

Temperar o salmão com o sumo de limão, o sal, a pimenta e a salsa seca. I Colocar água a ferver e cozer o esparguete seguindo as indicações da embalagem. I Aquecer uma frigideira anti-aderente e grelhar o salmão conforme a sua preferência. I Lavar e cortar os tomates em pedaços médios. I Servir o esparguete com o salmão, o tomate e a salsa fresca. I Uma refeição saudável em 15 minutos.

Valor Nutricional (por porção)

431 kcal I 28g de Proteína I 24g de Gordura total I 23g de Hidratos de carbono I 2g de Fibra

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Por falar nisso… Afinal o que são leguminosas?

As Leguminosas são um sub-grupo dos Legumes, composto por vagens com sementes que são utilizadas como substrato alimentar. A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) declarou o ano de 2016 como o ano internacional das Leguminosas. O objetivo desta iniciativa é incitar ao aumento da consciencialização da população sobre os benefícios nutricionais das Leguminosas como parte de um sistema de produção alimentar sustentável visando a segurança alimentar e nutricional.

Mas afinal, no que consistem? Grão, feijão, ervilhas, favas, lentilhas, feijão frade, são exemplos das Leguminosas mais comuns e tradicionais. Podem ser utilizadas como fonte de Hidratos de Carbono ou Proteína vegetal e são consideradas de baixo valor calórico, contendo um valor diminuto de gordura na sua composição.

Abaixo, apresentamos uma tabela com os valores calóricos, de hidratos de carbono, fibra e proteína das Leguminosas mais comuns e comparação com alimentos considerados equivalentes.

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Avaliando a tabela, concluímos que as leguminosas têm uma composição similar entre si. No entanto, existem algumas diferenças e é possível fazer comparações:

– As leguminosas frescas têm um valor energético inferior (maior peso em água) e o feijão-frade e o grão-de-bico são as leguminosas mais calóricas. No caso do feijão-frade, este facto deve-se ao seu teor em hidratos de carbono que é o mais elevado do grupo.

– As lentilhas e o feijão-frade são as leguminosas com maior teor proteico, enquanto que o feijão manteiga e o feijão branco têm maior quantidade de fibra.

– Comparando as Leguminosas com a batata, esta tem menor valor calórico, mas um valor superior de hidratos de carbono e muito menor de fibra e proteína. Deste modo, as 100g de batata, fornecem uma menor sensação de saciedade. Se for o arroz ou a massa a serem substituídos por leguminosas e se a ingestão for realizada na mesma quantidade (100g), consegue diminuir para cerca de metade o aporte de hidratos de carbono do seu dia. No entanto, é habitual a ingestão de mais de 100g de Leguminosas (1/4 de um frasco de compra).

– Quanto ao teor proteico, apesar das leguminosas conterem um teor elevado, continua a ser bastante menos do que a carne ou peixe, especialmente tendo em conta que é comum a ingestão de mais de 100g de carne ou peixe à refeição.

Uma nota adicional: o feijão-verde e o milho não devem ser consumidos como Leguminosas. A composição nutricional do milho, rica em hidratos de carbono (maior quantidade que as Leguminosas), mas com valores menores de proteína e fibra, colocam este alimento no grupo dos cereais. Quanto ao feijão-verde, devido ao seu elevado teor em água e baixo e quase equivalente teor em hidratos de carbono e fibra, é utilizado como legume/hortaliça.

As Leguminosas são, assim, um alimento bastante completo. Pode e deve ser utilizado como alimento complementar ou de substituição, contendo um teor de fibra elevado, o que pode gerar maior sensação de saciedade. Caso queira utilizar como substituto do arroz ou massa, pode utilizar uma porção semelhante, obtendo uma refeição com valor calórico inferior. No entanto, se quiser utilizar as Leguminosas como fonte proteica vegetal em substituição da carne ou peixe, tem de ingeri-las em maior quantidade ou complementar com outras fontes proteicas (ovo, queijo, tofu, seitan, …). Caso decida consumir maior quantidade de Leguminosas para perfazer o valor de proteína, terá de ter cuidado com a quantidade de hidratos de carbono que ingere ao mesmo tempo. Poderá ter de abdicar de outro acompanhamento para não exceder a quantidade deste nutriente. Ainda, a proteína das leguminosas não contém todos os aminoácidos essenciais. Assim, a sua associação a outras proteínas vegetais é fundamental.

De um modo geral, recomendados a utilização das Leguminosas. São de baixo custo, versáteis, saborosas, de produção sustentável e muito completas! Agora que sabe mais sobre elas, sugerimos que dê asas à sua imaginação culinária!

Sugestões culinárias Nutrihome:

Hambúrgueres de feijão   Estufado veggie de inverno   Salada de atum mediterranica

Esparguete tricolor   Salmão grelhado com cuscuz e feijão preto

Tom Levold

O que é melhor para emagrecer, apenas treino cardiovascular ou combinar musculação?

O mais importante quando se pretende emagrecer é obter um défice de calorias ingeridas em relação as calorias utilizadas.

Pode treinar tanto quanto o Rocky Balboa quando ia combater o Ivan Drago ou correr uma maratona mais rápido do que o Queniano mais ágil, mas se estiver a consumir mais comida do que aquela que consegue gastar, então, esse bikini ou 6 pack vai ter que esperar.

Uma vez acertada a alimentação, passamos ao ponto seguinte:

  • Treino cardiovascular – Utiliza mais calorias durante a atividade física, pode ser praticado facilmente por todos e em qualquer lugar. Sendo uma actividade especialmente agradável numa tarde amena perto de um campo ou praia. É ótimo para melhorar o sistema respiratório e cardiovascular e é de pouco impacto nas articulações (se praticado a uma intensidade adequada e com a técnica correta).
  • Treino de musculação – Utiliza menos calorias durante a atividade física, mas provocará alterações a nível metabólico e regenerativo que por sua vez aumenta o gasto calórico nas alturas de descanso. Musculação também irá melhorar a sua postura, fortalecer articulações e proporcionar uma forma mais atlética. Se não quiser ganhar volume, faça mais repetições com cargas médias ou treinos em circuito.

Em conclusão, o melhor será sempre uma combinação dos dois tipos de treino. Tirará as vantagens de ambos, e terá resultados melhores e mais rápidos.

Contacte-nos para saber a melhor estrutura para si.

Pedro Laffan, Personal Trainer

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Hambúrgueres de feijão

Quem não gosta de um bom hambúrguer? Estes são vegan, ultra-fáceis e rápidos de fazer. 

Ingredientes (4 pessoas)

1 frasco de feijão

Meia chávena de pão ralado com alho e salsa

1 colher de sopa de linhaça triturada

3 colheres de sopa de água

Sal q.b.

Pimenta q.b.

Preparação (10 minutos)

Juntar todos os ingredientes na trituradora e triturar. I Ajustar temperos, se necessário. I Moldar os hambúrgueres e alourar numa frigideira levemente untada com azeite. I E voilà.

Valor Nutricional (por porção)

89 kcal I 4g de Proteína I 2g de Gordura total I 14g de Hidratos de carbono I 3g de Fibra

 

 

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Sou marmita-dependente

Levar comida de casa, ou seja “marmitar”, está cada vez mais na moda. Seja por motivos financeiros, por não ter onde almoçar ou jantar junto ao local de trabalho ou por querer controlar a alimentação, “marmitar” é uma prática frequente. Lancheiras coloridas, às riscas, às bolinhas, penduradas num braço, a espreitar na gaveta ou junto às secretárias, é vê-las. Estão por todo o lado!

Pessoalmente, adoro comer fora mas só quando é “a sério”. Sushi, comida cantonesa, hambúrguer gourmet, indiano, …, são para comer com calma, com tempo e sem culpas. Numa hora de almoço nunca se recorre a opções maravilhosas, mas sim “opções-desenrasca”. A “saladinha”, a sopa com sandes ou o prato do dia, que tantas vezes nos deixam com fome, com desejos doutra coisa ou com azia. E pagar entre 5 a 7€ para depois ter de tomar um anti-ácido… não! Ficar com fome ou desejos, muito menos! E o pior é que também costuma ser mau para a linha. E é por todos estes motivos que eu sempre fui e vou continuar a ser fã da marmita. No entanto, ser “marmita-dependente” não é só maravilhas….

Aturar os outros

“Andas sempre com a lancheira atrás” ou “o que é que trouxeste para comer hoje?” ou ainda “tanta comida! Comes isso tudo durante o dia?” Pois é… parece que há uma relação direta entre ter marmita e a curiosidade de quem nos rodeia. É que quando se come fora, nada disto acontece! Cada um sabe de si e o senhor do restaurante sabe de todos. Agora, parece que o momento em que abrimos a lancheira é dar o mote para a avaliação alheia. Por isso, para essas pessoas que gostam de perguntar e comentar: sim, levo muita comida, porque é saudável comer de 3h em 3h e sim, ando sempre com a lancheira atrás porque como melhor, mais barato e mais controlado (mesmo quando é “gordice”, é algo escolhido por mim e possivelmente incluída numa semana que não teve mais “gordices”).

Cozinhar comida a mais e ter sempre atum em casa

– “Tiraste alguma coisa para o jantar?”

– “Sim, pernas de frango.”

– “Quantas? Preciso de almoço para amanhã.”

– “Olha, tirei só duas.”

– “Hum… ok, então levo atum!”

Quantas vezes já fez parte deste discurso? Pois é… utilizar marmita significa ter de pensar no que vai fazer para o jantar e em que quantidade. O ideal será cozinhar porções a mais ao jantar, para o almoço do dia seguinte. Mas e se for peixe? Admitamos, não são muitas as receitas de peixe que sabem bem no dia seguinte. Por isso, em dia de jantar de peixe, é quase certo que é atum o que se levará na marmita para o almoço do dia seguinte. O atum, é assim, a “boia de salvação” das marmitas portuguesas e é quase certo haver pelo menos uma marmita com esta iguaria todos os dias, numa qualquer lancheira no seu local de trabalho.

Ter micro-ondas no local de trabalho

Comer comida fria é das piores coisas de sempre. Ponto final. Existem aquelas lancheiras-termo, que mantêm a comida quente até à hora de almoço e essa poderá ser uma solução. Implica é não esquecer de aquecer a comida (e bem!!) de manhã. E estar a levar com cheirinho a bifana grelhada com arroz de cenoura, enquanto come os cereais matinais… não é fantástico! Mas, o que tem de ser… tem de ser! Existem ainda lancheiras elétricas, mas levam uma eternidade a passar a morno, quanto mais a quente. Havendo micro-ondas, tudo se torna mais fácil. Isto quando não há uma fila enorme de pessoas para aquecer a comida e a hora de almoço começa a ser escassa. Ou então, quando o micro-ondas tem todo um ecossistema microbiano e sempre que se abre a porta do dito, sai um acumular de cheiros a restos de comida e o que antes era um micro-ondas branco, imaculado, limpo e higienizado, é agora um equipamento com varicela. Alguns, nem que os mergulhassem em lixivia teriam salvação. Foram raras as vezes em que apanhei algo deste género, mas, como precaução, aqueço sempre a minha comida com a tampa da caixa por cima, mas não fechada! Se ficar fechada, dá-se toda uma explosão gastronómica e não no bom sentido.

Mesmo com algumas desvantagens ou trabalho extra, utilizar marmita funciona para mim. Fico na dúvida se consegui alguns adeptos ao regime, mas pelo menos uma coisa é certa: quem é marmita-dependente, pode sempre usar este texto para dar a dica aos olhares indiscretos às suas lancheiras!

De nada!

C.