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Hoje podemos jantar vegetariano?

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Sou e sempre fui uma aventureira gastronómica. Seja algo de outro país, com ingredientes que não conheço e alguns que nem consiga soletrar, eu provo sempre. Se gostar, ótimo, tragam mais! Se não gostar, ao menos já provei. Ainda, sou “boa boca”, pois gosto de tudo: carne, peixe, vegetais, fruta, … ouvirem-me a reclamar acerca de comida é raro. Deste modo, quando na minha adolescência a minha mãe quis cozinhar algumas experiências vegetarianas, fui (quase a única) apoiante. Na altura gostei, apoiei e, ao sair de casa dos pais e passar a ser uma das cozinheiras de minha casa, também aderi.

Respeito e aceito todas as razões que levam alguém a optar pelo vegetarianismo, sejam elas ambientais, de saúde ou de princípio. No meu caso é apenas para variar as refeições, para reduzir o consumo de carne (que é mais comum que o peixe, infelizmente) e, especialmente, para “desenrascar” alguns dias em que não deixei carne ou peixe a descongelar e não tive paciência para ir ao supermercado. Ainda, desde que fui apresentada a um restaurante vegetariano maravilhoso e barato recomendado por uma amiga (não posso fazer publicidade, perdoem-me!), estou fã! Mas… sou só eu. Convencer família e alguns amigos de que é realmente bom, ficamos realmente saciados e que não é “dieta”, não é fácil! E sim, não é “dieta”. Especialmente num restaurante, o que mais acontece é serem receitas vegetarianas e macrobióticas com excesso de gordura, não se iludam.

Quando, lá em casa, decidi fazer algo vegetariano pela primeira vez, optei por uma simples bolonhesa de soja. Como já esperava uma “torcidela de nariz” à notícia, fiz jogo sujo:

– “O que é o jantar?”

– “Peixe cozido.”

– “A sério? Não me apetece mesmo nada…”

– “Óptimo. Porque fiz bolonhesa de soja”

– “Ah ok…”

E pronto, assim a bolonhesa de soja já era uma excelente opção! Uma boa e inocente manipulação nunca fez mal a ninguém e pode facilitar a vida à cozinheira. Claro que após a prova, o prato ficou aprovado. É sempre assim! Reclamam da ideia, chateiam a cabeça, mas depois até gostam e, no final, sai-lhes o “afinal podes fazer isto mais vezes”. Não vale a pena comentar certo?

O pior foi o dia em que sugeri irmos ao tal restaurante. Foi todo um caminho de “piadolas”….

“Há alguma hamburgaria aqui para irmos a seguir?”

“Se me enganar e pedir 1 bife, achas que eles têm?”

“O chouriço deles também é de soja?” (sim… esta tem conotação sexual….)

Estas e outras foram-me moendo a cabeça até lá chegarmos. Entrámos, pedimos, comemos e no final, vem o clássico “isto até é bom!”. Mais uma vez, não vou comentar, até porque desta vez inclui um palavrão. O melhor disto tudo é que não só a refeição foi aprovada, como a saciedade durou até mais de meio da tarde! Qual bife, qual quê! Uma boa dose de fibra promove um efeito semelhante.

Por isso, para quem está numa luta semelhante à minha, deixo o meu apoio. Para quem está a ser o responsável pela necessidade da luta e que mói a cabeça a quem faz a sugestão vegetariana, deixem-se de coisas! Têm medo de uma couve ou quê?

C.

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