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Iogurte caseiro com polpa de nêspera caramelizada

Seja pela manhã ou ao lanche, os iogurtes caseiros são uma excelente opção. São simples de fazer e permitem uma variedade apenas com os limites da sua imaginação.

Ingredientes (7 iogurtes)

1L de leite magro

1 iogurte natural sólido magro não açucarado

250g de nêsperas

Água q.b.

Preparação (10 minutos + 12 horas para os iogurtes)

Misturar o leite com o iogurte e mexer bem. I Dividir o preparado pelos copos da iogurteira. I Deixar a fermentar na iogurteira, durante a noite. I Colocar os iogurtes no frigórífico pela manhã. I Lavar, descascar e cortar a polpa das nêsperas em pedaços pequenos. I Colocar num tachinho com pouca água e mexer sempre para não pega até a fruta começar a caramelizar. I Colocar as nêsperas caramelizadas por cima do iogurte. I Disfrutar!

Valor Nutricional (por porção)

69 kcal I 6g de Proteína I 0.3g de Gordura total I 11g de Hidratos de Carbono I 1g de Fibra

 

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Por falar nisso… qual o mal em pôr batata na sopa?

Se há ação que hoje em dia é considerado pecado é colocar batata na sopa. Mas será mesmo assim? E sabe o porquê dessa recomendação? A sopa tem três grandes objetivos: ajudar na saciedade, fornecer fibras, água e minerais e auxiliar na manutenção e obtenção de um trânsito intestinal saudável. É devido à presença de água e vegetais que se conseguem estes 3 objetivos. Assim, a batata torna-se desnecessária para o que se pretende. Consegue-se obter uma sopa similar à sopa com batata, utilizando courgette, chuchu, beringela ou couve-flor em sua substituição. Se em vez de colocar 100g de batata (cerca de 2 batatas pequenas), utilizar 100g de courgette, está a colocar menos 70kcal e 17g de hidratos de carbono na sua sopa e continua a obter uma sopa saborosa, cremosa e saciante. No entanto, ela é mesmo proibida? Não tem de ser, tudo depende da situação.

Pensando num indivíduo saudável, sem objetivos de gestão de peso ou patologia, caso coma a sopa ao início da refeição, o habitual é recomendar que se retire a batata da mesma, pois, se vai comer uma refeição de prato completa a seguir, irá ingerir batata ou equivalentes (arroz, massa,…). Assim, não faz sentido ingerir 2 vezes o mesmo tipo de alimento na mesma refeição (na sopa e no prato). Caso faça uma refeição em que apenas utilize a salada ou legumes como acompanhamento, já poderá comer a sopa com batata. Ainda, caso queira fazer da sopa a sua refeição de forma completa, sem comer a refeição de prato, não só poderá colocar batata como até carne, peixe ou ovo na sopa para a tornar mais equilibrada.

Se existir alguma restrição alimentar para gestão de peso, dependerá dos seus hábitos alimentares e do restante plano, mas é provável que lhe seja aconselhado não incluir a batata na sopa exatamente para se obter a sensação de saciedade com poucas calorias e hidratos de carbono, especialmente se os ingerir na refeição de prato. Caso seja diabético, é importante controlar a quantidade de hidratos de carbono à refeição e, por isso, desde que os consuma apenas num elemento da mesma (sopa ou prato), pode decidir como fazer.

Assim sendo, que mal tem a batata na sopa? Todo ou nenhum… tudo depende do resto da sua refeição.

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Esta aberta a época dos casamentos

Pois é, chegaram os dias longos de sol e calor, as noivas de Santo António e os fins-de-semana preenchidos com celebrações casamenteiras. Está literalmente aberta a época dos casamentos. E dos comes. E dos bebes. E da desgraça – a nossa, não a alheia.

Se quem casa acha que a logística está toda do lado da organização do evento, desengane-se. Ser-se convidado também implica gerir a vida em muitas áreas, a começar por preparar o corpo para caber naquele vestido que temos há anos no armário ou que vimos na montra, 2 números abaixo do que normalmente vestimos mas que metemos na cabeça que tem que nos servir daqui a 1 mês. E de quem é a culpa de só termos 1 mês para tal preparação? Dos noivos, que se atrasam sempre na entrega do convite!

Os homens que me perdoem, porque só têm que escolher a gravata e essa tarefa é muito fácil. Vá, ok, ter que nos ver experimentar o roupeiro todo e passar um dia enfiados num shopping também cheira a tortura e estou solidária com o vosso sofrimento. No fundo, tenho inveja da vossa descontração nos casamentos. Só precisam de saber a data, o local, a hora, que a cerimónia dura menos de meia hora e que conhecem alguém na vossa mesa. Há comida, há bebida, “está-se bem”.

Outro ponto que obriga a extrema coordenação é a logística do dia D. Em primeiro lugar, os noivos escolhem horas que não nos permitem dormir até tarde para estarmos bem descansados para a festa e, em segundo lugar, locais que nos obrigam a fazer quilómetros e a passar fome (sim, leram bem!). Claro que para quem só tem que acordar, tomar banho, por um fato e uma gravata é fácil. Mas para quem tem que arranjar o cabelo, as unhas, maquilhar-se, mudar toda a indumentária escolhida porque resolveu chover e as sandálias abertas já não servem e o vestido não fica bem com os novos sapatos, um casamento à hora de almoço, queridos noivos, é chato! Porque na hora em que saio de casa fico esfomeada só de pensar que só vão começar a servir o cocktail lá para as cinco da tarde… E uma mulher com fome e de saltos altos… também cheira a tortura, volto a estar solidária com o género masculino (que é quem nos atura)!

Normalmente nos casamentos encontro três tipos de pessoas: os que se andaram a poupar para comerem tudo o que lhes apetece, os que ficam em pânico porque não podem (não devem) comer metade do que é servido e os que ficam cheios só de olhar para tanta comida. Como devem imaginar, não pratico nem concordo com a opção número 1 (mas cá em casa há quem ache essa estratégia fantástica) mas após horas sem comer, garanto um lugar cativo em frente à mesa com os melhores croquetes, empadas, carnes frias, pão e afins. Quem é que inventou o conceito de malas mínimas onde não cabe nem uma barra de cereais? E quem é disse aos senhores que as vossas carteiras e telemóveis têm que ter espaço na nossa mini mini mala em prol da nossa dose de açúcar? Estão a ver noivos, ainda agora começou o vosso casamento e já me apetece dar cartão vermelho a quem se aproximar a mais de 5 metros do lugar que eu conquistei na mesa e que ouse roubar a última chamuça do prato.

O que sempre me deixa estupefacta é que depois de uma eternidade sem acesso à bela da comida, somos bombardeados com horas seguidas sentados a disfrutar das iguarias casamenteiras. Uma estratégia nada inteligente porque, uma pessoa já teve que atacar o buffet inicial e já não cabe mais nada! No entanto, os poupadinhos conseguem, incrivelmente, ter espaço de armazenamento e fazem várias piscinas às mesas dos queijos e dos doces após a sobremesa ser servida. O sorriso deles diz tudo: não comi durante 1 mês, consegui vestir esta bela roupinha e agora vou comer até rebolar. Estão a ver queridos noivos, vocês são os responsáveis pelos vossos familiares e amigos primeiro passarem fome e depois engordarem como quem enche balões com uma bomba de ar para bicicletas.

Após a overdose de comida, acabo por apostar tudo na dança. Uma noite a dançar, para além de divertido, tem que “desmoer” as calorias a mais. Mas acaba é por arranjar espaço para o caldo verde com broa e para a bifana no pão. Desisto.

Está aberta a época dos casamentos. E das desgraças. Casem e sejam felizes!

T.

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Pizza de Camarão e Atum

Está com desejos de pizza? Temos a solução para si. Esta pizza é de fácil execução, menos calórica que o habitual e muito saborosa.

Ingredientes (1 pizza)

1 tortilha de trigo (das maiores)

1 dente de alho

1 cebola média

1 tomate médio

1 colher de chá de azeite

6 camarões ou miolo de camarão grande

Meia lata de atum em água

Um quarto de pimento vermelho

Meia chávena de café de leite magro

30g Queijo mozzarella ralado light

Orégãos q.b.

Meia colher de café de cominhos

Pimenta q.b.

Sal q.b.

Preparação (30 minutos)

Colocar num tacho o alho, meia cebola e tomate picados. | Juntar o azeite, misturar bem e ligar o lume. | Adicionar sal, orégãos, pimenta e os cominhos. | Mexer bem e deixar cozinhar por 5 minutos. | Juntar o leite e verificar os temperos. | Deixar cozinhar mais 5 a 10 minutos. | Quando estiver o molho bem cozinhado, triturar com a varinha mágica e reservar. | Descascar o camarão e cortar a meio na longitudinal. | Lavar e cortar um quarto do pimento e cortar em tiras finas. | Cortar a outra metade da cebola em fatias finas. | Abrir a lata de atum e escorrer. | Dispor 1 tortilha numa base de metal para pizzas, cobrir com o molho de tomate e alguns orégãos. | Colocar por cima o camarão e o atum. | Adicionar o pimento e a cebola cortados finos. | Deitar o queijo por cima, de forma uniforme. | Levar ao forno em modo grill durante entre 5 a 10 minutos ou até ficar tostada. | Bom apetite!

Recomendação: Complete esta refeição iniciando-a com sopa de legumes e/ou salada.

Valor Nutricional (meia pizza)

203 kcal I 16g de Proteína I 6g de Gordura total I 21g de Hidratos de carbono I 2g de Fibra