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Juro que vou amanhã… hum… não, o melhor é ir já hoje!

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Já o disse aqui a repito: sou praticante de ginásio há muitos anos. No entanto, admito: não gosto de fazer exercício físico qualquer que seja, especialmente por obrigação! Uma coisa é estar inserido numa qualquer atividade gira, outra é fazer porque “tenho de fazer exercício físico”. Não gosto de correr, muito menos bicicleta estática, desportos de equipa também já não são para mim, bem como aulas de grupo. Mas… treino regularmente há uns 8 ou 9 anos. Porquê? Porque tem de ser! Já dizia um treinador que tive “não me interessa se gostas, interessa-me se consegues”. E eu consigo, faz-me bem e, acima de tudo, preciso para me manter saudável.

No entanto, de vez em quando, acontecem imprevistos. E é nesses momentos que o meu lado da preguiça e do facilitismo vêm ao de cima! “Hoje não dá! Mas vais amanhã… sem falta!” Geralmente, este pensamento é acompanhado de uma lista mental de todos os motivos e razões pelas quais não posso mesmo ir hoje. E aqui existem dois cenários possíveis: 1. Cedo ao pensamento e acabo por ir para casa, com o que me parecem 2kg de culpa a mais; 2. Consigo contradizer este pensamento e arranjo forma de ir na mesma.

Cenário 1. Um sofá chamado “culpa”

Há (quase) sempre forma de contornar os imprevistos e ir treinar. E eu sei disso. Então, quando decido ignorar essa lógica e acabo por ir para casa, parece que estou a cometer um crime! Em qualquer conversa que envolva o tema exercício, dou por mim a confessar que hoje não fui, mas com bons motivos, quando nem sequer me perguntaram nada (não vá aparecer de repente um polícia em leggins e t-shirt com alguma sanção de mil agachamentos); se tenho fome, penso logo “não tens direito a comer nada fora do suposto”, coisa que até nem ia fazer, mas que aí me fica a apetecer imenso, porque me lembrei (ridículo!!). O pior é se acabo por arranjar tempo para estar um pouco no sofá… aí surge logo aquele pensamento “afinal tinhas conseguido ir treinar…”. Aqui, os 2kg de culpa parecem 2 toneladas. Tudo isto agrava-se quando já não treino há dois dias ou mais (geralmente treino dia sim, dia não)! Toda a culpa aumenta exponencialmente, pois já é “preguicite” aguda e continuada.

Cenário 2. Uma elíptica de seu nome “sacrifício”

Este segundo cenário parece muito melhor, certo? O pensamento preguiçoso surge, é ultrapassado, vou treinar na mesma e sinto-me pronta para outra, não é? Não!! Lamento, mas sou aquele tipo de pessoa que quando não apetece, não apetece. Consigo lutar contra isso, mas não consigo que me passe a apetecer. Assim, arrasto-me até ao ginásio, visto-me contrariada, vou para a sala de treino desgostosa, subo para a elíptica desalentada e começo o treino. Parece que os minutos não passam, que tenho menos resistência, que toda a gente tem um ar tão feliz num dia (para mim) tão “triste” e devo parecer um autêntico velho rezingão e molenga. Arrasto-me para todas as máquinas, fico de mau humor se não tenho logo disponível o material que preciso e coitado do professor que me pergunta se está tudo bem! Sai o “tudo bem, obrigado” mais seco que já ouviram na vida. Mas…a verdade é que faço o treino todo! A custo, de mau humor e com sacrifício (mais mental, do que físico), mas faço o treino todo! Quando vou para o balneário, o mau humor passa, a birra também e fica aquele sentimento de “ainda bem que vim!”. O velho rezingão fica no cacifo e vou cansada, mas melhor humorada para casa. Não feliz… mas melhor humorada!

Por isso, se vos acontece o mesmo, em caso de dúvida, vão treinar! Mesmo que seja pouco tempo, a “meio gás” e de mau humor, fazem a vossa parte e cumprem com aquela obrigação que definiram com vocês mesmos!

Acima de tudo, dão um chuto na culpa e só por aí, quem é que não fica muito mais feliz?

C.

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