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Regras na cozinha: quem cozinha, não lava.

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Tachos, escorredores, tábuas, travessas, facas e faquinhas, … olho à volta e só vejo loiça suja. O motivo: houve jantarada cá em casa.

Para mim, um dos grandes prazeres da vida é o convívio à mesa. Especialmente na minha mesa, pois cá em casa gostamos de receber e de cozinhar para amigos e família. Mas limpar e arrumar tudo a seguir, com pilhas e pilhas de loiça, a tarde e más horas… ninguém merece! Mas deixar acumular ou lavar no dia seguinte é ainda pior. Assim, surge sempre um duo de sentimentos quando se pondera fazer um jantar cá em casa: expectativa feliz pelo convívio e pitéu que iremos comer e sofrimento de antecipação pela loiça que virá. Mas o primeiro (infelizmente?) ganha sempre.

A preparação para uma jantarada começa sempre com “a ideia”, ou seja, uma resposta conjunta a estas 3 perguntas:

– Quem vem? Ou seja, quantos vêm. O número acaba por determinar bastante do planeamento e ideia final. Fazer risotto para mais de 4 pessoas é estar a preparar-se para comer papas de arroz e ver sorrisos amarelos enquanto dizem “está bom…”.

– Que tema? Jantar italiano, mexicano, asiático, … O tema pode estar limitado pela resposta à pergunta anterior. Apresentem um caril a malta com gastrites e outras “ites” intestinais e irão receber mil sms de lamentos no dia seguinte.

– Que receita(s)? Aqui costumam pesar os fatores tempo e custo. No meu caso começam a pesar os fatores cozinheiro e loiça! Porquê? Porque cá em casa há uma regra: quem cozinha não lava! E como geralmente a pilha de loiça após um destes eventos bate aos pontos o tempo e o prazer que se tem a cozinhar, ninguém quer ficar com esta tarefa.

Com este último facto, surge o dilema: como ultrapassar a dificuldade da loiça suja? O cozinheiro e o faxineiro não podem ser sempre os mesmos, certo? Assim, optamos ou por intervalar ou por dividir as tarefas. Mas mesmo assim… Será que não há solução? Deixar o convívio está fora de questão. Ser sempre na casa dos outros, também! Há quem diga que a máquina de lavar loiça resolve tudo, mas eu tenho e hei-de sempre ter a voz da minha mãe na minha cabeça a dizer: “na máquina só se mete a loiça da mesa”, ou seja, copos, talheres e pratos, … Mas tachos, panelas, travessas, escorredores, facas, … nem pensar!! Porquê? Nunca percebi. Mas foram muitos anos de lavagem cerebral que são difíceis de ultrapassar. Assim, sobra-me uma opção: loiça em versão plástico. Mas, vou pôr um belo arroz de marisco, uma fantástica lasanha de salmão, um rolo de carne delicioso ou um crumble de maçã quentinho, num prato de plástico?! É que nem pensar! Além de que isso não resolve a loiça “grande” que continua por lavar e não é nada ecológico ou sustentável, por isso, nem é opção! Há uma última e radical escolha… comer sempre fora. Mas aí, a carteira é que leva uma limpeza!

Conclusão? Não há solução. É planear bem o jantar, fazê-lo com gosto, comê-lo com prazer e tudo isto num pensamento de inocência e negação de “ah, até é pouca loiça para lavar”. Quando chegar a altura, logo se sofre o que há a sofrer. E repete-se tudo, com um sorriso, para a próxima!

C.

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