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Por falar nisso… o sushi engorda?

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Amado por muitos e odiado por tantos outros, quando se fala de sushi, não existe um meio-termo. Gostos à parte, há muito que o sushi está na moda, e veio para ficar. Se por acaso é daquelas pessoas que tem desejos repentinos por ir a um restaurante para comer este famoso prato japonês, fique a saber se está a fugir ao seu regime ou se até está a optar por uma opção saudável. Afinal, o sushi engorda?

Antes de dar a resposta, contextualizaremos:

O Sushi é uma comida típica Japonesa e calcula-se que tenha surgido 500 anos A.C. em que começou o cultivo do arroz no Japão e que tinha como função conservar o peixe durante muito tempo. Posteriormente, esse arroz era deitado fora, comendo-se apenas o peixe. Mais tarde, introduziu-se o vinagre de arroz que reduzia o tempo de conserva do peixe e ao mesmo tempo conferia-lhe um sabor largamente apreciado, que permitia também aproveitar o arroz. Uns anos depois, começou a servir-se em restaurantes o mais fresco e rapidamente possível.

É feito à base de: arroz, vinagre arroz, açúcar, Nori (alga), peixe (salmão, atum, cavala, panga…), frutos do mar, ovo e alguns condimentos como o molho de soja, wasabi e gari.

Do ponto de vista nutricional, dizer que o sushi não engorda não é verdade, mas podemos afirmar que é uma opção saudável, se consumido em quantidades moderadas e de forma equilibrada. Dependendo sempre de que é feita, uma peça tem cerca de 50-60 kcal e, na maioria das vezes, uma pessoa não consome menos de 6 peças. Tudo o que é em excesso não traz benefício e isto não é exceção. O sushi tem hidratos de carbono uma vez que é constituído maioritariamente por arroz. A parte não tão saudável prende-se com o facto de lhe ser adicionado açúcar e, por esta razão, poderá contribuir para o aumento de peso e para alteração da glicémia. Outro problema alusivo ao consumo de sushi prende-se com o facto de estar associado, na grande parte das vezes, a restaurantes onde também tem à disposição comida chinesa ou outro tipo de comida, motivo que nos leva a consumir outros alimentos calóricos e ricos em gordura. Ainda importa referir que o molho de soja, e mesmo algumas formas de conservação do peixe, são ricos em sódio.

Consumido pontualmente e com moderação, o sushi poderá ser uma alternativa saudável:

  • Quanto ao valor calórico, o sushi é um prato que, por 100g, tem poucas calorias (o importante é considerar as quantidades), por exemplo, se comer cerca de 8 peças (ainda que em regra nunca ninguém se fica por aqui) está a ingerir, em média, 300 kcal. Peças que tenham sido fritas, com queijo creme, cebola frita, abacate ou outros molhos são, regra geral, mais calóricas. Neste sentido, opte por peças mais simples.
  • O peixe fornece uma boa quantidade de proteína de alto valor biológico (tem todos os aminoácidos essenciais e em proporções adequadas);
  • Contém vitamina B12, vitamina A, D e E nas variedades mais gordas (nomeadamente em peças com salmão, cavala e atum) e minerais como cálcio, fósforo, potássio, ferro, zinco e selénio;
  • Os peixes gordos, nomeadamente o salmão e o atum, têm uma boa quantidade de ómega 3, com papel importante na proteção cardiovascular e no desenvolvimento e saúde cerebral;
  • Pode conter algas, ricas em nutrientes destacando-se o seu teor em iodo e em fibra;
  • Não pressupõe fritura ou adição de gordura na confeção;
  • São, muitas vezes, acompanhados de fruta e/ou vegetais;
  • Por ser cru, tem associado sempre um forte controlo de segurança e higiene alimentarpara que seja feito um consumo seguro; Se estiver grávida, ainda assim, deverá evitar comer sushi durante a gestação.

Da próxima vez que for comer sushi, já sabe ao certo que o prato que está à sua frente, consumido com moderação, poderá ser uma opção viável, nutritiva e diferente e que em nada deve comprometer a sua gestão de peso.

 

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