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24 horas de puro prazer gastronómico (para desespero de alguns!)

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Quem é que não faz um zapping pelos canais de culinária? Eu confesso que sou fã e passo horas e horas deliciada com as receitas que passam no ecrã. Puro prazer gastronómico porque os olhos comem e muito! Até comprei um caderno onde anoto as receitas que quero experimentar depois. Ok, muitas delas nunca as fiz e nem sei se as vou fazer, mas têm tão bom aspeto que decido que merecem ir para o meu livro encantado do mundo da culinária.

E sou fã de todos os programas: desde os nutricionalmente educativos aos de pastelaria – sem filtros. Se é para ver é para ver. Há sempre truques e ideias que podemos tirar para aplicar com alguma contenção. Pelo menos idealizo isso na altura enquanto as minhas papilas gustativas salivam por toda aquela gordura e açúcar. Já me passou pela cabeça que estes programas devem estimular alguma parte do meu cérebro porque se tornam aditivos!!! Os meus dedos acabam sempre por escolher os números do canal quando pegam no controlo remoto. Mas se em mim o impacto que estas iguarias têm é de ter milhentas receitas escritas à mão (que o mais provável é nunca serem cozinhadas) e de organizar jantaradas lá em casa, para outros pode ser um verdadeiro desespero!

Imaginem que vivem com uma Nutricionista (é um espetáculo devo dizer!) mas que teimam em não seguir os seus sábios conselhos. E imaginem, também, que o vosso jantar foi por autorrecriação mais parecido com uma visão no meio do deserto, que se sentam no sofá com o estômago a reclamar a falta de comidinha e têm a vossa cara-metade ao vosso lado deliciada a ver canais de culinária. Soa a tortura dos tempos medievais!

Pessoalmente, sou contra a tortura, principalmente a alimentar. Sou 100% a favor dos oásis no meio do deserto. De manter os pratos da balança equilibrados. De zero fanatismos no que toca a “dietas”. Mas há quem faça ouvidos de mercador e não nos dê cavaco. E nisto, as nossas famílias são exímias!

Entre olhos de carneiro mal morto intercalados com olhares fulminantes, é notório o desespero do pedido de mudança de canal. Devia ficar com pena e mudar para um filme ou uma série mas aproveito para tornar o momento educativo: “se tivesses comido o que devias (e não apenas uma folha de alface!), nada disto te afetaria”.

Mas só porque o meu livro de receitas está longe de estar completo, lá por casa há momentos de puro prazer gastronómico para uns e desespero para outros.

T.

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