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NEWS: Resultados da aplicação da nova taxa nos refrigerantes e bebidas açucaradas

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Já lhe tínhamos dado conta da nova legislação, num artigo anterior. Hoje falamos dos impactos da medida de taxação sobre as bebidas açucaradas nos hábitos de consumo e, consequentemente, na saúde dos portugueses.

A nova lei entrou em vigor no mês de fevereiro e, desde então, tem se registado uma diminuição substancial do consumo de bebidas com açúcares e adoçantes, sendo que nas bebidas com maior teor de açúcar a quebra foi de 72% (dados do ministério da saúde).

Nos produtos com mais de 80g por litro, verificou-se, no mês de abril, uma quebra de 29 milhões de litros para 8 milhões, o que é uma redução considerável ao nível do consumo.  O mesmo não aconteceu com as bebidas com até 80g de açúcar por litro, sendo a redução menos exacerbada de 35 milhões de litros mensais parA 32 litros.

Os resultados apresentados são provisórios e novos dados serão divulgados em breve. No entanto, estima-se já que o Estado angarie cerca de 80 milhões de euros com a medida aplicada, dinheiro este aplicado diretamente do Serviço Nacional de Saúde.

Este novo imposto abrange desde bebidas sem álcool mas com açúcar ou outros edulcorantes adicionados (como refrigerantes, chás ou águas gaseificadas) até às bebidas com um teor de álcool superior a 0,5% por volume e inferior a 1,2%.

Além das receitas do estado que irão ser aplicadas na saúde, esta medida está a permitir a diminuição drástica do consumo deste tipo de bebidas, que muitas implicações têm ao nível da saúde, por terem um pobre conteúdo nutricional e um elevado teor calórico e em açúcares. Medidas como esta, já adotadas anteriormente por outros países europeus, revelam-se uma mais-valia na prevenção de maus hábitos de consumo alimentar permitindo também às entidades estatais de poderem prevenir gastos associados à saúde e de canalizarem o rendimento inerente às taxas para aplicar na saúde e nas áreas alusivas que necessitam de maior investimento financeiro e reformas.

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